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Breve História da Pintura Contemporânea

A pintura contemporânea surge como contraponto à arte moderna ou como resíduo de uma continuidade? Qual o lugar efetivo da obra de arte hoje em dia? Estas indagações marcam esta Breve história da pintura contemporânea, escrita por Marco Giannotti, professor do Departamento de Artes Plásticas da USP. “Pensar a temporalidade inerente a todo trabalho artístico se tornou uma questão fundamental para entendermos o lugar efetivo da obra de arte hoje em dia.”

Diário de Kioto

Trata-se de um caderno de artista feito durante o período de um ano em Kioto, a partir de março de 2011. Apresento ao leitor o estranhamento que tive ao vir para este outro lado do mundo. Os textos transcritos aqui fazem parte de uma série de artigos que publiquei no Estado de São Paulo, em 2011.

Doutrina das Cores

A filosofia do século XVII, nas suas versões racionalista e empirista, com o corte que fazem entre qualidades primárias e secundárias, não podia ver as cores como problema do pensamento. A natureza pouco misteriosa das cores era perfeitamente analisável no campo da Física ou da Óptica. Já no século XVIII, com Hume, as cores parecem constituir-se numa bizarra exceção às leis associativas que constroem o mundo da experiência. E, em nosso século, Witt genstein chegará à ideia (incompreensível do ponto de vista clássico) de uma lógica das cores.
Nessa história da concepção das cores, a Doutrina de Goethe, (a que o leitor brasileiro tem agora acesso na tradução de Marco Giannotti) ocupa um lugar crucial. Pertencendo ao gênero peculiar da Naturphilosophie (que seria privilegiado pelo Romantismo Alemão), a Doutrina das Cores contrapõe-se a uma perspectiva estritamente físico-matemática, sugerindo que a óptica de Newton é cega para as cores. Goethe pretende fazer obra científica, mas sobretudo, redescobre a cor como fenômeno da experiência vivida – essa experiência cuja "verdade" só emerge de maneira pura com a pintura. Não se trata mais de uma física da luz e não se trata ainda de uma lógica das cores. Talvez pudéssemos dizer – com o risco de algum anacronismo – que, com este grande clássico da literatura e da filosofia, se esboça, pela primeira vez de forma sistemática, uma fenomenologia do visível.

Reflexões Sobre a Cor

O Grupo de Pesquisas Cromáticas do Departamento de Artes Plásticas da Universidade de São Paulo se dedica à reflexão sobre o fenômeno cromático como linguagem, onde a cor configura um universo de pesquisa capaz de associar diferentes áreas do conhecimento. O livro reúne uma série de ensaios produzidos ao longo dos anos pelo Grupo que parte da premissa de que a cor é parte indissociável do mundo. Portanto seus processos de uso e percepção carregam marcas próprias de cada época e dos diferentes meios socioculturais.

Pintura Contemporânea - Uma Breve História

Este ensaio surgiu das aulas que ministro no Departamento de Artes Plásticas da Escola de Comunicação e Artes da USP (Universidade de São Paulo). Ao rever o texto inicial do Breve História da Pintura Contemporânea depois de certo tempo me deparo com o paradoxo presente no próprio título, pois o que era contemporâneo então já não me parece tanto. Neste sentido, pretendo atualizá-lo mantendo o compromisso de ser breve. Embora a revolução tecnológica recente tenha mudado muito o campo da arte, para compreender o momento atual é preciso se balizar nas matrizes dos principais movimentos artísticos lançados no século passado.

Marco Giannotti

Este livro, organizado por Nelson Brissac Peixoto, apresenta séries de pinturas de Marco Giannotti, inclusive a mais recente delas, Passagens, que sintetiza as questões essenciais que sempre acompanharam o artista: a força construtiva da cor e o papel da pintura na configuração da espacialidade contemporânea. As imagens da publicação percorrem a produção de Giannotti desde 1980 - época na qual ele pintou seus primeiros quadros - e demonstram, nas palavras do organizador do volume, "o contínuo e persistente embate de um dos artistas mais coerentes de sua geração com o poder e os limites da pintura". Além da apresentação de Brissac em um caderno especial, impresso em papel kraft e intercalado entre as imagens das obras, a edição conta com textos de importantes autores, entre críticos e historiadores da arte.

Marco Giannotti